Serviços Hospitalares

– Minuta Pesquisa CREPOP – 

Serviços Hospitalares de Média e Alta Complexidade – SUS/BA

  Em abril de 2010, foi realizada a pesquisa com psicólogas(os) que atuam nos Serviços Hospitalares de Média e Alta Complexidade do SUS-Ba. As informações aqui apresentadas se baseiam: 1) nos dados coletados durante o Georreferenciamento, e teve como recorte as cidades com população igual ou superior a 100 mil habitantes – relativas às Diretorias Regionais de Saúde (DIRES), o que corresponde a 31 cidades pólos; 2) nos encontros presenciais (Reunião Específica e Grupo Fechado)[1] ocorridos em Salvador/BA, com psicólogas(os) representantes de 06 instituições. A seguir o quadro geral com número de participantes em cada encontro:

 

Encontro Presencial

Bahia

Reunião Específica

06

Grupo Fechado

06

***

De acordo com o Plano Estadual de Saúde (2007 – 2010), no estado da Bahia, há um predomínio de estabelecimentos de atenção primária à saúde e de unidades com internação hospitalar de pequeno porte. Constatou-se distribuição irregular de serviços nos grandes centros urbanos e vazios assistenciais em grande parte do território baiano, especialmente em relação aos serviços de média e alta complexidade.

Segundo o Plano Diretor de Regionalização (PDR), o estado foi subdividido em 9 macrorregiões de saúde, considerando-se a contigüidade territorial, perfil sócio-demográfico e epidemiológico da população. As macrorregiões de saúde são subdivididas em 28 microrregiões, organizadas em 31 DIRES.

A partir da análise dos dados disponíveis no DATASUS[2], percebe-se uma concentração das unidades hospitalares nas macrorregiões Leste (que inclui a capital Salvador e Região Metropolitana), Centro-Leste, Sudoeste e Sul, os quais agregam grandes centros urbanos da Bahia.

     Dos 95 hospitais georreferenciados nas DIRES, foram contatados 68, dentre os quais, 38 serviços têm ao menos uma(um) profissional de psicologia atuando.

 A seguir serão apresentados alguns pontos discutidos durante a etapa qualitativa da pesquisa com as(os) psicólogas(os) que atuam nos Serviços Hospitalares de Média e Alta Complexidade do SUS-Ba.

 

a)            Rede de Referência

 As(os) psicólogas(os) presentes pontuaram os seguintes aspectos:

b) Dificuldades dos serviços/ Condições de Trabalho:

Dentre as limitações do campo de trabalho relatadas pelas(os) participantes:

  Limitações Materiais:

Recursos Humanos /Organizacional:

Outros:

c) Atividades Específicas/Tecnologias de Intervenção/ Recurso Técnicos:

    De acordo com as(os) profissionais presentes, são atividades da(o) psicóloga(o), caracterizadas como “previstas nos procedimentos do SUS” e que são “documentadas na instituição” tais como:

Atividades da(o) psicóloga(o), caracterizadas como “não especificadas no SUS” e que não são “documentadas na instituição”, tais como:

Para desenvolver suas atividades, as(os) psicólogas(os) fazem uso dos seguintes recursos técnicos:

Todas(os) concordaram que há autonomia em relação ao desenvolvimento das suas práticas enquanto psicólogas(os), pois não há interferência da instituição e de outras(os) profissionais. Isto ocorre, às vezes, apenas na relação com a coordenação/chefe do serviço de psicologia do hospital. Algumas(ns) participantes informaram que nas enfermarias só atuam com a autorização/solicitação da(o) médica(o). Por outro lado, há maior autonomia nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e na realização de atividades em grupos.

Algumas(ns) das(os) participantes relataram que, diante da falta de comunicação entre os(as) diversos(as) profissionais na instituição e pouco encaminhamento para o serviço de psicologia, elas(es) próprias(os) faziam a triagem nos leitos.

d)          Teorias e Conceitos:

              As teorias e conceitos utilizados pelas(os) participantes da pesquisa para atuação nos Serviços Hospitalares de Média e Alta Complexidade do SUS-Ba:

 

       e) Potencialidades e possibilidades do campo de trabalho:

As(os) participantes acreditam que a psicologia promove mudança nas relações e nas práticas das(os) profissionais, ao dar foco ao lado subjetivo da(o) usuária(o) no processo saúde-doença e ao ter um olhar diferenciado para suas demandas. Ademais, notam que outros(as) profissionais tornaram-se mais sensíveis a esses aspectos na sua relação com o(a) paciente após a entrada da(o) psicóloga(o). Assim, a psicologia contribui para a humanização do atendimento, para facilitar a comunicação entre a própria equipe, entre esta e as(os) familiares/usuárias(os). Por fim, as(os) psicólogas(os) ao fazer a escuta qualificada da equipe, de modo a prevenir e mediar conflitos, estimulam o auto-conhecimento e a resolução de problemas pessoais que podem interferir no contato com a(o) usuária(o).

f) Considerações Finais

Equipe CREPOP03 – BA/SE

Centro de Referência Técnica em Psicologia
e Políticas Públicas – CRP- 03


[1]          O Georreferenciamento consiste na localização das(os) profissionais de psicologia na política pública em questão.  O encontro presencial foi dia 17 de abril de 2010, neste encontro realizaram-se dois momentos com objetivos metodológicos distintos: a) Reunião Específica na qual investigamos o Campo da Prática; b) Grupo Fechado, onde discutimos o Núcleo da Prática.

[2]              Departamento de Informática do SUS, órgão da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde. Sistema oficial de informação em saúde do Ministério da Saúde (www.datasus.gov.br).

MARCOS LÓGICOS E LEGAIS

Legislação Serviços Hospitalares

Marcos Legais

PUBLICAÇÃO
EMENTA
ANO

Constituição do Estado da Bahia

Título VI - Da Ordem Econômica e Social
Capítulo XI – Da Saúde

1989

Lei Orgânica do Município de Salvador

Título V - Da Ordem Econômica e Social
Capítulo III – Da Saúde

Consolidada em maio/2006

DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

PUBLICAÇÃO
ORIGEM
EMENTA
ANO

Gestação de alto risco: manual técnico

Ministério da Saúde

Esta edição ampliada do Manual Técnico de Gestação de altos Riscos contou com a
revisão técnica e atualização do conteúdo do manual anterior com inserção de novos capítulos tendo como referência as melhores evidências cientícas correntes que orientam determinadas prática diagnóstica e/ou terapêutica e vem apoiar os profissionais responsáveis pelo cuidado na qualificação da atenção à gestante de alto risco. Disponibiliza instrumentos no processo de organização da assistência materna e perinatal, uniformizando conceitos e critérios para a abordagem da gestação de alto risco.

2012

Atenção humanizada ao abortamento

Ministério da Saúde

Norma Técnica Atenção Humanizada ao Abortamento. Guia do Ministério da Saúde, que visa introduzir novas abordagens no acolhimento e na atenção dentro do processo abortivo, com vistas a estabelecer e a consolidar padrões culturais de atenção com base na necessidade das mulheres, buscando, assim, assegurar a saúde e a vida.

2011

MAPEAMENTO DE REDE DE SERVIÇOS

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