CAPS

 CAPS: Centro de Atenção Psicossocial

 Nos anos 70 dá-se início do processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil, um processo contemporâneo ao “movimento sanitário”, em favor da mudança dos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde, defesa da saúde coletiva, equidade na oferta dos serviços, e protagonismo dos trabalhadores e usuários dos serviços de saúde nos processos de gestão e produção de tecnologias de cuidado (BRASIL, 2005).

O ano de 1978 marca o início efetivo do movimento social pelos direitos dos pacientes psiquiátricos no Brasil. O Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), formado por trabalhadores integrantes do movimento sanitário, associações de familiares, sindicalistas, membros de associações de profissionais e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas, surge neste ano. É sobretudo este movimento que passa a protagonizar e a construir a partir deste período a denúncia da violência dos manicômios, da mercantilização da loucura, da hegemonia de uma rede privada de assistência e a construir coletivamente uma crítica ao chamado saber psiquiátrico e ao modelo hospitalocêntrico na assistência às pessoas com transtornos mentais (BRASIL, 2005).

Em março de 1986 foi inaugurado o primeiro CAPS do Brasil, na cidade de São Paulo: Centro de Atenção Psicossocial Professor Luiz da Rocha Cergueira, conhecido como CAPS da Rua Itapeva (BRASIL, 2004). Em 1987 aconteceu em Bauru, SP o II Congresso Nacional do MTSM que adotou o lema “Por uma sociedade sem manicômios”. Neste mesmo ano, é realizada a I Conferência Nacional de Saúde Mental no Rio de Janeiro (BRASIL, 2005).

Em 1989 a Secretaria Municipal de Saúde de Santos (SP) deu início há um processo de intervenção em um hospital psiquiátrico, a Casa de Saúde Anchieta, local de maus-tratos e mortes de pacientes. É esta intervenção, com repercussão nacional, que demonstrou a possibilidade de construção de uma rede de cuidados efetivamente substitutiva ao hospital psiquiátrico. Neste período no município de Santos são implantados Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) que funcionavam 24 horas; são criadas cooperativas; residências para os egressos do hospital e associações (BRASIL, 2005).

Os serviços de saúde mental surgem em vários municípios do país e vão se consolidando como dispositivos eficazes na diminuição de internações e na mudança do modelo assistencial. O CAPS foi criado oficialmente a partir da Portaria GM 224/92 e eram definidos como unidades de saúde local e regionalizados que contam com uma população adstrita definida pelo nível local que oferecem atendimento de cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e internação hospitalar, em um ou dois turnos de quatros, por equipe multiprofissional.

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço de saúde aberto e comunitário, ele é um lugar de referência e tratamento para as pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida. (MINISTERIO DA SAUDE, 2004).

O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Os Centros de Atenção Psicossocial Social visam:

• Prestar atendimento em regime de atenção diária;

• Gerenciar os projetos terapêuticos oferecendo cuidado clínico eficiente e de personalizado;

• Promover a inserção social dos usuários através ações intersetoriais que envolvam educação, trabalho, esporte, cultura e lazer, montando estratégias conjuntas de enfrentamento dos problemas.

• Os CAPS também têm responsabilidade de organizar a rede de serviços de saúde mental de seu território;

• Dar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na rede básica, PSF (Programa de Saúde da Família), PACS (Programa de Agentes Comunitário de Saúde);

• Regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental de sua área;

• Coordenar junto com o gestor local as atividades de supervisão de unidades hospitalares psiquiátricas que atuem no seu território;

• Manter atualizada a listagem dos pacientes de sua região que utilizam medicamentos para a saúde mental.

Os CAPS devem contar com espaço próprio e adequadamente preparado para atender à sua demanda específica, sendo capazes de oferecer um ambiente continente e estruturado. Deverão contar, no mínimo, com os seguintes recursos físicos:

• Consultório para atividades individuais, como consultas, entrevistas, terapias;

• Sala para atividades grupais;

• Espaço de convivência;

• Refeitório (o CAPS deve ter capacidade para oferecer refeições de acordo com o tempo de permanência de cada paciente da unidade);

• Sanitários;

• Área externa para oficinas, recreação e esportes.

As práticas realizadas nos CAPS se caracterizam por ocorrerem em ambiente aberto, acolhedor e inserido na cidade, no bairro. Os projetos desses serviços, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, potencializadora de suas ações, preocupando-se com o sujeito e sua singularidade, sua cultura e sua vida quotidiana. Todo o trabalho desenvolvido no CAPS deverá ser realizado em um “meio terapêutico”, isto é, tanto as sessões individuais ou grupais como a convivência no serviço têm finalidade terapêutica.

Os profissionais que atuam no CAPS possuem diversas formações e integram uma equipe multiprofissional. É um grupo composto por diferentes técnicos de nível superior e de nível médio. Os profissionais de nível superior são: enfermeiros, médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, pedagogos, professores de educação física ou outros necessários para as atividades oferecidas nos CAPS.

Os profissionais de nível médio podem ser: técnicos e/ou auxiliares de enfermagem, técnicos administrativos, educadores e artesãs. Os CAPS contam ainda com equipes de limpeza e de cozinha.

 Portanto, os profissionais que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial encontram uma serie de desafios para serem enfrentados, tais como, fortalecer políticas de saúde voltadas para grupos de pessoas com transtornos mentais de alta prevalência e baixa cobertura assistencial, consolidar e ampliar uma rede de atenção de base comunitária e territorial promotora da reintegração social e da cidadania, implementar uma política de saúde mental eficaz no atendimento às pessoas que sofrem com a crise social, a violência e desemprego e aumentar recursos do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental.

MARCOS LÓGICOS E LEGAIS

Legislação CAPS

Marcos Lógicos

PUBLICAÇÃO
EMENTA
ANO

Declaração de Caracas

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas.

1990

Princípios para a Proteção de Pessoas Acometidas de Transtorno Mental e a Melhoria da Assistência à Saúde Mental - ONU

Adotado pela Resolução CFM nº 1.407, de 08/06/1994. Afirma os Princípios para a Proteção de Pessoas Acometidas de Transtorno Mental e para a Melhoria da Assistência à Saúde Mental.

1991

Programa Nacional de Direitos Humanos I

O Programa enumera as propostas de ações governamentais, a fim de fortalecer a democracia, promover e aprimorar o sistema de proteção aos direitos humanos

1996

Política Nacional de Saúde Mental

Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

2001

Programa Nacional de Direitos Humanos II

Atualização do Programa Nacional de Direitos Humanos. O PNDH II deixa de circunscrever as ações propostas a objetivos de curto, médio e longo prazo, e passa a ser implementado por meio de planos de ação anuais, os quais definirão as medidas a serem adotadas, os recursos orçamentários destinados a financiá-las e os órgãos responsáveis por sua execução.

2002

Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos

Versão atual do PNEDH. A estrutura do documento estabelece concepções, princípios, objetivos, diretrizes e linhas de ação, contemplando cinco grandes eixos de atuação: Educação Básica; Educação Superior; Educação Não-Formal; Educação dos Profissionais dos Sistemas de Justiça e Segurança Pública e Educação e Mídia.

2006

Marcos Legais

PUBLICAÇÃO
EMENTA
ANO

Lei nº 8.080

Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes. Institui o Sistema Único de Saúde.

1990

Portaria nº 1.077

Implanta o Programa para a Aquisição dos Medicamentos Essenciais para a Área de Saúde Mental

1999

Lei nº 9.867

Dispõe sobre a criação e o funcionamento de Cooperativas Sociais, visando à integração social dos cidadãos conforme especifica.

1999

Portaria nº 106

Institui os Serviços Residenciais Terapêuticos

2000

Lei nº 10.216

Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

2001

Portaria nº 336

Portaria que define e estabelece diretrizes para o funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial. Estes serviços passam a ser categorizados por porte e clientela, recebendo as denominações de CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPSi e CAPSad. Documento fundamental para gestores e trabalhadores em saúde mental.

2002

Portaria nº 189

Inclui na Tabela de Procedimentos do SIH-SUS os procedimentos que podem ser cobrados pelos Centros de Atenção Psicossocial cadastrados no SUS, instituindo nova sistemática de financiamento. Portaria importante para gestores e trabalhadores em saúde mental. No seu artigo 13º estabelece todos os procedimentos necessários para o cadastramento de CAPS junto ao Ministério da Saúde.

2002

Portaria nº 626

Portaria que reserva recursos para o financiamento dos Centros de Atenção Psicossocial em todos os estados da federação e Distrito Federal e institui Plano de Expansão dos CAPS para todo o país.

2002

Portaria nº 1.001

Resultado do Programa Nacional de Avaliação do Sistema Hospitalar - PNASH/Psiquiatria, no período de maio a julho de 2002.

2002

Portaria nº 2.391

Portaria que regulamenta o controle das internações psiquiátricas involuntárias e voluntárias de acordo com o disposto na Lei 10.216, de 6 de abril de 2002, e os procedimentos de notificação da Comunicação destas internações ao Ministério Público pelos estabelecimentos de saúde, integrantes ou não do SUS.

2002

Lei nº 10.708

Institui o auxílio-reabilitação psicossocial para pacientes acometidos de transtornos mentais egressos de internações.

Portaria Interministerial nº 1.777

Aprova o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário e define financiamento.

2003

Portaria nº 1.947

Portaria que aprova Plano Estratégico para a Expansão dos Centros de Atenção Psicossocial para a Infância e Adolescência, e destina recursos para a implantação dos CAPSi em municípios estratégicos.

2003

Portaria nº 2.197

Portaria que institui, no âmbito do SUS, o Programa de Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas. Merece atenção especial a instituição dos Serviços Hospitalares de Referência para a Atenção Integral aos Usuários de Álcool e outras Drogas em Hospitais Gerais.

2004

Portaria nº 384

Autoriza os Centros de Atenção Psicossocial - CAPS I a realizarem procedimentos de atenção a usuários de álcool e outras drogas.

2005

Portaria nº 1.169

Destina incentivo financeiro para os municípios que desenvolvam projetos de inclusão social pelo trabalho destinados a pessoas com transtornos mentais ou transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

2005

Portaria nº 678

Institui a Estratégia Nacional de Avaliação, Monitoramento, Supervisão e Apoio Técnico aos Centros de Atenção Psicossocial e outros serviços da rede pública de saúde mental do SUS.

2006

Portaria nº 1.055

Institui grupo de trabalho destinado a viabilizar a constituição de um Núcleo Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental.

2006

Portaria nº 3.347

Institui o Núcleo Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental.

2006

Resoluções

PUBLICAÇÃO
EMENTA
ANO

Resolução nº 1.408

Organizado pelo Conselho Federal de Medicina. Dispõe sobre o tratamento em Saúde Mental.

1994

Resolução nº 03

Resolução do CNPCP. Recomenda a adoção do Programa “De volta para Casa” do Ministério da Saúde.

2004

Resolução nº 05

Resolução do CNPCP. Dispõe a respeito das Diretrizes para o cumprimento das Medidas de Segurança, adequando-as à previsão contida na Lei nº 10.216 de 06 de abril de 2001. Documento importante para a mudança nas diretrizes assistenciais e jurídicas relativas ao louco infrator.

2004

DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

PUBLICAÇÃO
ORIGEM
EMENTA
ANO

A regulação dos serviços de saúde mental no Brasil: inserção da psicologia no Sistema Único de Saúde e na Saúde suplementar

CFP

O livro organiza-se de forma a identificar as principais normas jurídicas que regulam a atenção à saúde mental no Brasil e analisar a atual regulação estatal tanto no que se refere aos serviços prestados no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS quanto no que se refere aos serviços prestados no campo da saúde suplementar. Nesse sentido, foram analisadas de forma comparativa as normas jurídicas que regulam a saúde mental no Brasil no SUS e na saúde suplementar, a partir das seguintes perspectivas de atenção à saúde mental: i) serviços preventivos; ii) serviços de emergência, hospitalares e ambulatoriais; iii) serviços domiciliares e; iv) serviços terapêuticos e/ou por sessões.

2013

Os direitos humanos na prática profissional dos psicólogos

CFP

Concepções, práticas e reflexões críticas é uma publicação do Conselho Federal de Psicologia em parceria com o Ministério da Saúde. A cartilha visa à atualização dos psicólogos que trabalham com a população adolescente no Brasil, proporcionando reflexões, novas idéias e debates, reforçando uma prática psicológica que respeite o adolescente em sua subjetividade e diferenças de etnia, de gênero e de classe social, e exigindo o cumprimento integral do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

2003

Saúde Mental no SUS: Os Centros de Atenção Psicossocial

Ministério da Saúde

Esta publicação destina-se a informar aos profissionais de saúde, gestores do SUS, sobre o que são e para que servem os serviços de saúde mental, chamados Centros de Atenção
Psicossocial (CAPS).

2004

Residências Terapêuticas: Para quem precisa de cuidados em saúde mental, o melhor é viver em sociedade

Ministério da Saúde

Cartilha que visa esclarecer dúvidas comuns aos gestores e profissionais de saúde a respeito desta importante iniciativa de desinstitucionalização desenvolvida pelos SUS: questões ligadas ao financiamento, à legislação e ao quotidiano dos Serviços Residencial Terapêutico (SRTs), entre outras.

2004

Reforma Psiquiátrica e política de Saúde Mental no Brasil

Ministério da Saúde

Cartilha que visa descrever os principais componentes da história da Reforma Psiquiátrica no Brasil, com destaque para o processo de delineamento progressivo da política de saúde mental do Ministério da Saúde, alinhada com os princípios da Reforma.

2005

Saúde Mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção

Ministério da Saúde

O objetivo deste documento é relatar os avanços e dificuldades, entre 2003 e 2006, da gestão do complexo processo de mudança da atenção à saúde mental, a partir de ações do Ministério da Saúde – um dos diversos atores do processo da Reforma Psiquiátrica Brasileira.

2007

Práticas Profissionais dos(as) Psicólogos(as) nos Centros de Atenção Psicossocial

CFP/CREPOP

O relatório da pesquisa sobre a atuação de psicólogos nos Centros de Atenção Psicossocial, que o Conselho Federal de Psicologia apresenta aqui, constitui mais um passo no sentido de ampliar o conhecimento sobre a experiência dos psicólogos no âmbito das políticas públicas, contribuindo para a qualificação e a organização da atuação profissional, tarefa para a qual foi concebido o Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop).

2009

Guia de Direitos Humanos: Loucura Cidadã

AMEA

Elaborado a partir do ponto de vista e das experiências reais de usuários de serviços de saúde mental e psiquiátricos, o Guia de Direitos Humanos Loucura Cidadã nos esclarece, de forma detalhada, os direitos dos cidadãos em sofrimento mental, como também o que fazer e a quem procurar, caso esses direitos sejam desrespeitados.

2011

Contribuições do Conselho Federal de Psicologia para a constituição da Rede de Atenção Psicossocial no Sistema Único de Saúde a partir do Decreto 7.508/2011

Conselho Federal de Psicologia

O Decreto 7.508/2011 regulamenta a Lei 8.080/1990, que dispõe sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Decreto, o oferecimento de serviços de Atenção Psicossocial será condição obrigatória para a constituição de uma Região de Saúde.
A partir disso, em reunião ocorrida em agosto de 2011, o Ministério da Saúde solicitou ao Conselho Federal de Psicologia proposta de Rede Psicossocial adequada a uma Região de Saúde, de modo a contribuir para o debate sobre o assunto.

2011

Guia prático de matriciamento em saúde mental

Ministério da Saúde

O(s) organizador(es) do Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental convidaram-me para apresentar o que deverá ser um “livreto de bolso” que se destina, pelo que conhecemos em nossa experiência, a atingir um grande e relevante objetivo: capacitar profissionais da saúde geral, que atuam no nível dos cuidados primários ou básicos de saúde, assim como os de saúde mental que com eles interagem, para a prática diuturna das suas atividades, quando trabalhando os problemas da área da saúde mental.

2011

Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no CAPS - Centro de Atenção Psicossocial

CFP/CREPOP

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) apresenta à categoria e à sociedade em geral o documento de Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Centros de Atenção Psicossocial–
CAPS, produzido a partir da metodologia do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop). Este documento busca construir referência sólida para a atuação da Psicologia na área.

2013

MAPEAMENTO DE REDE DE SERVIÇOS

Serviços

INSTITUIÇÃO
ENDEREÇO
CONTATO
DESCRIÇÃO

CAPS II - Dra Rosa Garcia

Boca do Rio,

Salvador

E-Mail: -

CAPS III - Alto de Coutos

Alto de Coutos,

Salvador

E-Mail: -

CAPS IA - Prof° Luiz Meira Lessa

Rio Vermelho,

Salvador

3335-6827

E-Mail: -

CAPS II - Águas Claras

Cajazeiras,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II- CAPS UFBA

Garcia,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II- Oswaldo Camargo

Rio Vermelho,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II- CAPS Itapuã

Itapuã,

Salvador

E-Mail: -

CAPS I - Nzinga

Coutos,

Salvador

E-Mail: -

CAPS IA - Liberdade

Iapi,

Salvador

E-Mail: -

CAPS AD- CAPS AD Pernanbués

Pernanbués,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II - Dr. A. Roberto Pelegrino

Nazaré,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II - Aristides Novis.

Eng. Velho de Brotas,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II - Adilson Sampaio

Caminho de Areia,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II - Dr. Eduardo Saback

Pernambués,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II - Maria Célia da Rocha

Subúrbio,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II- Franco Basaglia

Piatã,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II - Pau da Lima

Vale dos Lagos,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II- São Caetano/ Valéria

São Caetano,

Salvador

E-Mail: -

CAPS AD- Gregório de Matos

Centro Histórico.,

Salvador

E-Mail: -

CAPS II - Nise da Silveira

Fazenda Grande III,

Salvador

E-Mail: -

CAPS AD - Gey Espinheira

Campinas de Pirajá ,

Salvador

E-Mail: -

INDICAÇÕES

FILMES

TÍTULO
DIREÇÃO
PRODUÇÃO
DESCRIÇÃO

Estamira

Direção: Marcos Prado; José Padilha;

Zazen Produções

O documentário Estamira conta história de uma mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais e vive e trabalha há vinte anos no aterro sanitário Jardim Gramacho, um lugar renegado pela sociedade, que recebe diariamente mais de oito mil toneladas de lixo produzido no Rio de Janeiro. Com discurso eloquente, filosófico e poético, a personagem central do documentário levante de forma íntima questões de interesse global, como o destino do lixo produzido pelos habitantes de uma metrópole e os subterfúgios que a mente humana encontra para superar uma realidade insuportável de ser vivida.

Camille Claudel

Direção: Bruno Dumont

Les Films Christian Fechner; Lilith Films I.A.; Gaumont;

Em Paris, em 1885, a jovem escultora Camille Claudel entra em conflito com sua família burguesa ao tornar-se aprendiz e, depois, assistente do famoso Auguste Rodin. Quando ela se transforma em amante do mestre (que já era casado), cai em desgraça junto à sociedade parisiense, embora tenha amigos do porte do compositor Claude Debussy. Depois de quinze anos de tortuoso relacionamento com Rodin, Camille rompe o romance e mergulha cada vez mais na solidão e na loucura. Por iniciativa de seu irmão mais novo, o escritor Paul Claudel, é internada em 1912 num manicômio.

Uma Mente brilhante

Direção: Ron Howard

Universal Pictures

O filme conta a história real de John Nash que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade. Brilhante, Nash chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos, Nash enfrentou batalhas em sua vida pessoal, lutando até o fim de sua vida

O Solista

Direção: Joe Wright

DreamWorks SKG; Universal Pictures; StudioCanal

Esta é a história real de Nathaniel Anthony Ayers, um ex-estudante da escola de artes performáticas Julliard, que cai nas profundezas da esquizofrenia. Quando o jornalista, Steve Lopez, faz amizade com ele, o mundo de ambos muda. O filme é baseado na história real do prodígio musical NathanielAyers, que desenvolveu esquizofrenia no seu segundo ano na famosa escola de artes performáticas Juilliard, de Nova York. Ayers acabou como sem-teto nas ruas do centro de Los Angeles, onde toca violino e violoncelo."

Cisne Negro

Direção: Darren Aronofsky

Fox Searchlight Pictures; Cross Creek Pictures; Protozoa Pictures;

É um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. Dirigido por DarrenAronofsky (O Lutador, Fonte da Vida), Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

O Bispo

Direção: Fernando Gabeira

-

O vídeo registra a visão de mundo de Bispo e o seu trabalho - tapeçarias, bordados, colagens, instalações e pinturas - realizado ao longo de 07 anos, período em que se manteve recluso em seu quarto na Colônia.

Bicho de Sete Cabeças

Direção: Laís Bodanzky; Luiz Bolognesi

Buriti Filmes; Dezenove Som e Imagens Produções Ltda.; Gullane Filmes;

Neto é um adolescente em busca de Uma viagem ao inferno manicomial. Esta é a odisséia vivida por Neto, um adolescente de classe média, que leva uma vida normal até o dia em que o pai o interna em um manicômio depois de encontrar um baseado no bolso de seu casaco. O cigarro de maconha é apenas a gota d'água que deflagra a tragédia da família.
Emoções e liberdade, que tem suas pequenas rebeldias incompreendidas pelo pai. A falta de entendimento entre os dois leva ao emudecimento na relação dentro de casa e o medo de perder o controle do filho vira o amor do avesso. Internado no manicômio, Neto conhece uma realidade completamente absurda, desumana, em que as pessoas são devoradas por um sistema manicomial corrupto e cruel.

LIVROS

TÍTULO
AUTOR
EDITORA
DESCRIÇÃO

Família e Doença Mental: Repensando a Relação Entre Profissionais de Saúde e Familiares

Jonas Melman

Escrituras

O autor deposita no livro, histórias de pacientes e suas famílias que gravitam em torno de instituições públicas, ora bem ora malcuidados, todo um acúmulo de vivências e alternativas que foi encontrando para acompanhar essas pessoas e seus sofrimentos.

História da Loucura na Idade Clássica

Michel Foucault

Perspectiva

Neste livro, o autor põe em xeque concepções firmadas sob o rótulo de possíveis verdades científicas, como no campo da medicina psiquiátrica, em que sua análise crítica atingiu a operacionalidade terapêutica das noções tradicionais de sanidade e loucura.

Saúde Mental e Atenção Psicossocial

Paulo Amarante

Fiocruz

O livro apresenta e debate os fundamentos do campo da saúde mental e atenção psicossocial e é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação de todas as áreas da saúde e a pessoas interessadas em conhecer o campo.

Saúde Mental e Arte - Práticas, Saberes e Debates

Paulo Amarante

Zagodoni

Os autores, com formações diversificadas, trazem a pluralidade das possibilidades de se pensar e de fazer arte no campo da saúde mental. Práticas são resgatadas, a história da arte na saúde mental e da loucura na arte, nos serviços discutem-se instrumentos ofertados, como música, teatro, dança, artesanato, reciclagem, moda, vídeo, e assim os debates são multiplicados em consonâncias e dissonâncias. Não se trata de uma obra de conhecimentos prontos e acabados, mas sim de práticas inventadas, de experiências reais e únicas que valorizam a diferença e singularidade e deixam sempre a impressão de que existem brechas para novas intervenções e novos saberes.

Loucos Pela Vida - A Trajetória da Reforma Psiquiátrica no Brasil

Paulo Amarante

Fiocruz

"Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil" é uma leitura extremamente valiosa para todos aqueles que se interessam pela história e os rumos atuais da Reforma Psiquiátrica do Brasil. O leitor, além de encontrar no texto uma análise cuidadosa da evolução conceitual que orientou os movimentos antimanicomiais nas últimas décadas, terá acesso a informações preciosas sobre os bastidores, as movimentações internas, as tensões, as divergências de diretrizes que marcaram a história destes movimentos.

Ensaios: Subjetividade, Saúde Mental e Sociedade

Paulo Amarante

Fiocruz

Composta por textos históricos, filosóficos, antropológicos, sociológicos, clínicos, enfim, de diferentes abordagens relacionadas à área. O livro procura, em especial, dar prosseguimento às questões suscitadas pelos pensadores Michel Foucault e Franco Basaglia, visando a provocar um debate acerca dos modos de subjetivação vigentes em nossa sociedade, assim como propor alternativas aos processos de patologização da experiência trágica da loucura.

Doença Mental, Psicose e Loucura: Representações e Práticas da Equipe Multiprofissional de um Hospital-Dia

Laura Belluzzo de Campos Silva

Casa do Psicólogo

Este livro descreve sobre um trabalho, que teve o propósito de investigar com a multiplicidade de saberes sobre doença mental, psicose e loucura se atualiza e se articula nas práticas cotidianas de uma equipe multiprofissional dedicada ao tratamento de psicóticos e neuróticos graves de um hospital-dia da rede pública.

Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais

Paulo Dalgalarrondo

Artmed

O livro introduz a reflexão sobre a psicopatologia, auxilia o leitor no aprendizado do exame acurado do paciente, ajudando-o na identificação dos diversos transtornos psiquiátricos.

Representações Sociais da Reabilitação Psicossocial - Um Estudo sobre os CAPS

Maria Efigênia Sidrim

Juruá

Diante da importância do papel desempenhado pelos profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), no contexto da Reforma Psiquiátrica Brasileira, para este estudo objetivou-se estudar as representações da reabilitação psicossocial dos profissionais dos CAPS do Ceará e correlacioná-las à construção das práticas profissionais existentes nesses serviços. Trata-se de um estudo qualitativo, para o qual foi utilizada como referência teórico-metodológica a Teoria das Representações Sociais, proposta por Moscovici. O resultado foi a identificação de quatro representações sociais da reabilitação psicossocial, caracterizadas a partir de três elementos constitutivos - contexto sócio-histórico de emergência, valores e práticas profissionais.

Seminário: As Psicoses

Jacques Lacan

Zahar

O livro Seminário 3 de Lacan, aborda as questões introdutórias no que diz respeito as Psicoses.

Tecnologias em Rede: Oficinas de Fazer Saúde Mental

Analice de Lima Palombini; Cleci Maraschin; Simone Moschen

Sulina

Este livro relata uma experiência do programa de extensão “Rede de Oficinandos: tecnologias de informação e comunicação produzindo inserção social, cuidado e formação em saúde mental” ressitua a universidade em sua relação com o que está fora dela, no caso, serviços de saúde mental, movimentos sociais e organizações comunitárias da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nessa zona limite entre a universidade e a cidade, alunos da graduação e pós-graduação e professores constroem uma parceria com trabalhadores e usuários da rede pública de saúde mental. O livro apresentado aos leitores traz experiências desse percurso, bem como outras que resultaram de projetos e experimentações.

Escritos Selecionados em Saúde Mental e Reforma Psiquiátrica

Franco Basaglia

Garamond

Este livro retrata de forma cronológica, uma visão histórica e evolutiva das principais produções de Franco Basaglia, o psiquiatra que liderou o mais importante processo de reforma psiquiátrica e Saúde Mental.

O Inconsciente a Céu Aberto da Psicose

Colette Soler

Zahar

Lacan orientou os psicanalistas a não recuarem diante da psicose, que ele descreveu como 'inconsciente a céu aberto'. Colette Soler, psicanalista formada no divã do próprio dr. Lacan, aceita o desafio; investiga a psicose e estuda a principal argumentação de seu mestre, buscando submetê-la ao teste da clínica e medir seu alcance e limites. Soler parte da proposta estrutural de Lacan que inclui a psicose no campo da fala e da linguagem; a linguagem não é um simples instrumento do sujeito, mas seu operador, no sentido em que é ela quem o produz, definindo até mesmo o campo de sua realidade.

Ana Maria Lobosque

MÚSICAS

TÍTULO
INTÉRPRETE
ÁLBUM

Maluco Beleza

Raul Seixas

O Dia em que a Terra Parou

Sufoco da Vida

Harmonia Enlouquece

Harmonia Enlouquece

Quando Acabar o Maluco Sou Eu

Raul Seixas

Uah Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum

Construção

Chico Buarque

Construção

Máscara

Pitty

Admirável Chip Novo

POEMAS

TÍTULO
AUTOR

Disquisição na Insônia

Carlos Drummond de Andrade

Esperança

Poema coletivo produzido pelos usuários do CAPS na atividade "Verbo Solto", em homenagem ao Dia Nacional da Poesia

O Esquizofrênico

Ezequiel Jaison Albino

SITES

TÍTULO
DESCRIÇÃO

Memorial Professor Juliano Moreira

O Memorial Professor Juliano Moreira tem como objetivo criar um espaço público de preservação, registro e gerenciamento sistemático do Patrimônio Histórico do Hospital Juliano Moreira, de seu patrono e da Saúde Mental na Bahia, servindo como instrumento complementar para superar os estigmas de exclusões e discriminação dos portadores de transtornos mentais. Visa promover ações de cooperação e integração de instituições publica e/ou particulares para identificar, preservar, valorizar e divulgar a memória, a história e o patrimônio cultural da saúde publica nacional por intermédio da vida do Médico Juliano Moreira e da vida institucional do Hospital Juliano Moreira.

Vozes da Voz: Um Novo Olhar Sobre a Loucura

Vozes da Voz é um grupo de cinema e jornalismo independente que trabalha junto à saúde mental e apoia vários outros movimentos sociais que defendem a igualdade.

REVISTAS/PERIÓDICOS

Não existem Revistas ou Periódicos cadastrados nesta cartilha até o momento.

GRUPOS DE PESQUISA

NOME
INSTITUIÇÃO
ESTADO
DESCRIÇÃO

O Programa de Atenção Domiciliar à Crise (PADAC)

UFBA

Bahia

Tem como finalidade a proposição de uma nova tecnologia de cuidado em saúde mental na abordagem a pacientes psicóticos em crise. Seus objetivos abarcam a formação de recursos humanos para lidar com a crise, a oferta de atendimento qualificado de acordo com as necessidades dos usuários e fomento ao processo da Reforma Psiquiátrica. O PADAC é um programa de estágio/extensão do Instituto de Psicologia da UFBA.

Grupo de Trabalho Eduardo Araújo

UFBA

Bahia

Esse projeto é resultado da parceria entre os estudantes, em prol dos avanços na Reforma Psiquiátrica Brasileira através da ampliação das discussões em diversas áreas de conhecimento. Uma proposta construída pelo Grupo de Trabalho da Luta Antimanicomial Eduardo Araújo, vinculado ao departamento de Psicologia e pelo Núcleo Acadêmico de Saúde Mental, da Faculdade de Medicina na busca de mudanças a nível cultural e comportamental das pessoas que estão à frente das possibilidades de mudanças, enquanto produtores de conhecimento na sociedade. Contato: [email protected]

Associação Metamorfose Ambulante

AMEA

Bahia

A AMEA tem como missão promover a inclusão social das pessoas em sofrimento mental pela afirmação dos seus direitos humanos, reivindicando a efetivação dos direitos dessas pessoas, a garantia do acesso aos diversos serviços de saúde mental e a melhoria da assistência no Sistema Único de Saúde da Bahia. A organização visa combater a discriminação e os preconceitos, articulada com outros grupos, para coibir a violência social e institucional. Representantes da Amea participam de eventos realizados em instituições de ensino e em órgãos públicos, inserindo o tema “Saúde Mental” nas discussões.
A AMEA se reúne no Conselho Regional de Psicologia – 3° Região.

Laboratório de Estudos Vinculares e Saúde Mental

UFBA

Bahia

O grupo tem como objetivo produzir conhecimentos teóricos acerca dos "processos vinculares" e suas dinâmicas subjetivas na perspectiva da colocar em analise as "tecnologias relacionais baseadas nos manejos vinculares", amplamente utilizadas como recursos clínicos dos programas de atenção à saúde, sobretudo no campo da saúde mental, bem como nos diversos projetos sociais e nas políticas publicas de assistência social, para a partir daí oferecer assessorias e desenvolver tecnologias para a capacitação dos agentes técnicos destes serviços.

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